quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cheio de Lançamento essa semana...

Gente, essa semana tá difícil. Muito trabalho, a voz tá "meia boca". Mas vamô que vamô, tem apresentação sábado.

Na terça-feira fui no lançamento do Livro do Jessé Oliveira, meu amigo, diretor do Grupo Caixa-Preta, que está pra estreiar o Osso de Mor Lam. É meu primeiro diretor, na real agora ex-diretor. Sim, sai do Caixa.-Preta...
O livro chama-se: Memória do teatro de rua em Porto Alegre. Adorei as palavras da dedicatória, me faz pensar. Saudade sempre dá, mas prefiro guardar no coração. "Saibam também que a minha luta não é só minha, é a luta de todos nós".

Do lançamento do Gaúcho, direto para o Carioca. Acabei de conhecer o seu Nei. Que Nei?
O Nei Lopes! Que é primo da Vera Lopes? Hehehehehe, brincadeirinha.

De nome já conhecia, mas fiquei de boca aberta vendo o homem falar, quer dizer, bem falar. Ele é demais, sabedoria, tranquilidade, paz...Negro, negro, negro
"Mandingas da mulata velha na cidade nova" (Eu já tenho em mãos e autografado pelo autor!!!)
Anotei coisas que o seu Nei falou:


calma aí que vou digitar...
Tá depois de quase um mês digito as coisas que o homem falou, foi no dia 22 de Abril de 2010. Antes tarde do que nunca!
Minhas anotações:
Nei nasceu em Irajá, sua mãe nasceu em 1890 e o pai em 1888, uma família operária do subúrbio do Rio de Janeiro. Cresceu afastado da cultura ancestral, não tinha contato com algo que só era conectado a negatividade, samba não podia, macumba nem pensar! É o 13º filho e o 1º a romper o curso pirmário, teve o primeiro contato com samba no ginásio. A aproximação da religião veio da necessidade de uma afirmação étnica, de conhecer a ancestralidade.
Sobre o samba:
Ao longo dos tempos houve uma descaracterização do carnaval, a escola de samba era comunitária e a partir da década de 70 isso se perdeu. O samba surgiu para legitimar a ocupação de espaço do negro dentro do carnaval carioca. Houve, portanto, uma cooptação seguida da destruição. As escolas de samba foram criadas dentro de núcleos familiares.

Outras palavras:
"O negro deve estar em todos os lugares"
"Os autores do Brasil não representam o negro adequadamente"
"A presença do negro na literatrua é tratada com invisibilidade por parte dos autores, o negro não é só esteriótipo" "Há que se levar em conta o contexto sociais porque passou, as característica de cada um".
"A TV trata com invisibilidade os negros que ocupam centros e lugares na sociedade"
"A literatura negra procura retratar de dentro as angústias do negro".

Foram essas as palavras que tomei nota, é óbvio que ele falou muito mais do que isso. Quis dividir, pois são palavras e reflexões de intelectuais e artistas negros como o Nei que estão formando essa Negratriz.

2 comentários:

maria cristina Ferreira dos disse...

Acho o Nei Lopes 10. Um pouco machista as vezes, mas qto a cultura negra, poucos sabem tanto qto ele na atualidade.
Fiquei curiosa esperando os comentários que tu ficastes de digitar.
Tô no aguardo. Quero + Nei Lopes
Bjão,

CristinaYami

Sara disse...

sempre tem que aprender um pouco sobre música, espero que em algum momento de fazê-lo, ou pelo menos eu gosto de começar a ouvi-lo em restaurantes de Moema