sábado, 23 de outubro de 2010
NEGRO EM MOVIMENTO
Hoje numa palestra ouvi a Joselina da Silva dizer: "negro em movimento é movimento negro". Acredito que quando um negro está lutando, criando e transformando ele faz parte de um movimento. Faz parte de um movimento porque luta de seu jeito por condições mais justas e igualitárias de vida. E essa história do negro lutar por seus ideais surgiu quando?
Josiane Acosta em Cena- dias 3 e 4 de novembro
Olá pessoas, dia 3 de novembro,as 20 horas vou abrir a programação da Estação Ferrinho 47 anos
apresentando fragmentos do meu primeiro trabalho solo. O Ferrinho fica na rua Dona Teodora, 1250.
Sinopse
"E se ÀFRICA?" Navegando em África de nossos ancestrais, remamos com contos que retratam questões como solidariedade, respeito e amor. Contos que encantam, ligados ao universo das águas. Seja rio, mar ou chuva, buscam-se pequenas gotas da afro-brasilidade através de narrativas de orixás. De forma sensível, usando recursos vocais e expressivos, o público é convidado a ver, ouvir e pensar em quantas Áfricas podemos nos banhar. Os contos são interpretados pela atriz Josiane Acosta, licenciada em TEATRO pela UFRGS, sob direção e composição musical de Toni Edson licenciado no mesmo curso pela UDESC e Mestre em Literatura brasileira pela UFSC. Um trabalho composto de mosaico cultural experimentado em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e na Bahia.
No dia 4, estarei na 56ª Feira do livro de Porto Alegre, no teatro Sancho Pança, as 20h com o recital poético musical
"Minas de Conceição Evaristo".
E os músicos: John Silva, Djâmen Farias e Oná Abiàse.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Sobre a (in)visibilidade do artista negro
Já se passou mais de meio século desde o surgimento do Teatro Experimental do Negro, grupo que teve sua estreia no palco do Teatro Muncipal do Rio de Janeiro com uma cena repleta de atores negros. Naquele cena estavam nomes como Abdias do Nascimentos, Ruth de Souza, Solano Trindade e por aí vai. O TEN mostrou que o negro tinha plena capacidade de representar.
Escrevo esse texto porque ainda hoje as atrizes e atores negros são colocados em um "saco", quando se fala de uma atriz ou ator negro com mais 10,15,20,30,40,50 anos de carreira se diz: "aquela atriz negra, ai agora não me lembro o nome". Sabe quem é Ruth de Souza, Léa Garcia? Sim, claro... é aquela que fez uma mãe de santo numa novela! Não minha senhora aquela é a Xica Xavier, mas talvez elas também tenha feito esse papel...porque será?
Um diretor negro aqui de Porto Alegre, com mais de 40 é sempre indicado como: "o jovem diretor fulano de tal". Creio ser essa uma herança colonizadora onde o negro era tratado como inferior, com falta de maturidade, como criança mesmo.
Tudo bem tenho que admitir que o cenário está mudando, afinal de contas o número de atores negros que uma das redes de maior audiência da televisão brasileira vem lançando nos últimos tempos está aumentando. Mas fiquemos em alerta, pois as negras ainda são as gostosas e "doidinhas" por marido. O professor negro não tem família ou quando tem é totalmente desestruturada, o contador da empresa é mal caráter, um personagem que seria uma grande promessa de estrategista num filme recentemente lançado, tem atitude e um fim que não condiz com a sua trajetória na ficção. Como dizia o professor de um grande cursinho, "até meu cachorro saberia o que fazer naquele situação".
Vamos deixar a hipocrisia de lado, não é um favor colocar artistas negros na cena teatral, televisiva ou cinematogáfica, somos mais de 50% da população desse país, o Brasil é indígena, negro, pardo, mestiço e branco. Reparem a quantidade de jovens atores não negros que são revelados todo o ano na televisão brasileira. E como ficamos hiper-mega felizes ao ver mais uma cara preta na telinha. Façam assim: olhem para a telinha, olhem para a telona e para os palcos, depois para a rua e digam se estou certa ou errada.
Quem são essas:
E essas...
E tem muito mais.
Léa Garcia
Ruth de Souza
Xica Xavier
Thalma de Freitas
Tais Araujo
Maria Ceiça
Danielle Ornelas
Adriana Lessa
Sheron Menezes
Maria Gal
Glau Barros
Vera Lopes
Ravena Dutra
Dedy Ricardo
Josiane Acosta
Adriana Rodrigues
conheço e tenho certeza que existe muito mais...
Léa Garcia
Ruth de Souza
Xica Xavier
Thalma de Freitas
Tais Araujo
Maria Ceiça
Danielle Ornelas
Adriana Lessa
Sheron Menezes
Maria Gal
Glau Barros
Vera Lopes
Ravena Dutra
Dedy Ricardo
Josiane Acosta
Adriana Rodrigues
conheço e tenho certeza que existe muito mais...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Nasceu meu primeiro afilhado
Sim, genteeeeeeeeeeeee! Nasceu meu sobrinho, que também é afilhado. Então fiquem sabendo que a familia Acosta e a Nação colorada aumentou (em breve disponibilizo o vídeo). Um lindo menino, de nome Rodrigo, 4k200g... nasceu calmo como as águas de um rio. Sua mãe(Lusiane) teve o ventre multiplicado... calma, dor, lágrimas e o sorriso. Ela não está mais só, agora está aconchegando e protegendo o seu guri. A dinda restou, no primeiro dia, um olhar através do vidro e a certeza de que ele terá um futuro brilhante! O nariz é lindo, herença de nossa resistência. Enfim, nasceu o lindo da Dinda! Mais um para brilhar nos palcos da vida!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Gosto dessa música e . final
"A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
O grande poder transformador"
(Caetano Veloso)
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
O grande poder transformador"
(Caetano Veloso)
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
VOU ME APRESENTAR HOJE!!!!
PESSOAS AMADAS DO MEU CORAÇÃO:
SEXTA, 24 de Setembro, às 13h, NO PLENARINHO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
FAREI A ABERTURA DO "FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO RACIAL".
Nesta abertura vou dar voz as palavras de Carolina Maria de Jesus(serão 15 minutinhos). Sonho da atriz: fazer um monólogo da vida dessa Negra Guerreira.
ps: levem lenços de papel, porque as lágrimas sempre rolam!
"Quando fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rotos ele podia se representar como o diretor dos sindicato dos miseráveis. O seu olhar era um olhar angustiado como se olhasse o mundo com desprezo. Indigno para um ser humano. Estava comendo uns doces que a fábrica havia jogado na lama. Ele limpava o barro e comia os doces. Não estava embriagado, mas vacilava no andar. Cambaleava. Estava tonto de fome!". (p.49)
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de Despejo-Diário de uma favelada. São Paulo, Circulo do Livro, 1960.
SEXTA, 24 de Setembro, às 13h, NO PLENARINHO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
FAREI A ABERTURA DO "FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO RACIAL".
Nesta abertura vou dar voz as palavras de Carolina Maria de Jesus(serão 15 minutinhos). Sonho da atriz: fazer um monólogo da vida dessa Negra Guerreira.
ps: levem lenços de papel, porque as lágrimas sempre rolam!
"Quando fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rotos ele podia se representar como o diretor dos sindicato dos miseráveis. O seu olhar era um olhar angustiado como se olhasse o mundo com desprezo. Indigno para um ser humano. Estava comendo uns doces que a fábrica havia jogado na lama. Ele limpava o barro e comia os doces. Não estava embriagado, mas vacilava no andar. Cambaleava. Estava tonto de fome!". (p.49)
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de Despejo-Diário de uma favelada. São Paulo, Circulo do Livro, 1960.
domingo, 12 de setembro de 2010
TRI SEM TEMPO, MAS USANDO O TEMPO
É ASSIM QUE ME ENCONTRO, CORRENDO DE UM LADO PARA O OUTRO...MESMO
PORQUE ÀGUA PARADA PEGA DENGUE.
EM BREVE NOTÍCIAS DA ATRIZ.
HOJE FOI O FINAL DE UMA DA MELHORES OFICINAS QUE JÁ FIZ "JOGO E REPETIÇÃO", COM A FRAN TEIXEIRA E O EDIVALDO BATISTA, FOI MUITO BOM, me senti viva e agora dolorida, mas foi bOM DEMAIS!!!!!!!
Essa é minha cara no momento:
PORQUE ÀGUA PARADA PEGA DENGUE.
EM BREVE NOTÍCIAS DA ATRIZ.
HOJE FOI O FINAL DE UMA DA MELHORES OFICINAS QUE JÁ FIZ "JOGO E REPETIÇÃO", COM A FRAN TEIXEIRA E O EDIVALDO BATISTA, FOI MUITO BOM, me senti viva e agora dolorida, mas foi bOM DEMAIS!!!!!!!
Essa é minha cara no momento:
domingo, 5 de setembro de 2010
REACIONÁRIO
REACIONÁRIO: SE UM DIA FUI NÃO LEMBRO MAIS.
não sei onde foi parar a postagem anterior, só pra situar foi assim a discussão: meu mano achava que pra dar aula em escola não precisava ter licenciatura. Eu discordava, porque no meu entendimento escola lembra professor, que lembra estudo e formação. Bláblá, bláblá este é o sistema...daí venho um certo Toni Edson e me deu exemplos bem palpáveis, que de fato me deixaram mais flexível. Em realidade tudo se encaminha para questão qualificação, ética x picaretagem. FATO é que ele acabou me fazendo concordar com meu irmão, então vamos batalhar por um novo modelo, menos meritocrático. É isso.
"O costume de refletir diante de cada nova situação"
REACIONÁRIO(definição aurélio):adj. e s.m. Que ou aquele que defende princípios ultraconservadores, contrários à evolução política, ou social.
não sei onde foi parar a postagem anterior, só pra situar foi assim a discussão: meu mano achava que pra dar aula em escola não precisava ter licenciatura. Eu discordava, porque no meu entendimento escola lembra professor, que lembra estudo e formação. Bláblá, bláblá este é o sistema...daí venho um certo Toni Edson e me deu exemplos bem palpáveis, que de fato me deixaram mais flexível. Em realidade tudo se encaminha para questão qualificação, ética x picaretagem. FATO é que ele acabou me fazendo concordar com meu irmão, então vamos batalhar por um novo modelo, menos meritocrático. É isso.
"O costume de refletir diante de cada nova situação"
REACIONÁRIO(definição aurélio):adj. e s.m. Que ou aquele que defende princípios ultraconservadores, contrários à evolução política, ou social.
sábado, 4 de setembro de 2010
TEATRO NEGRO
TEATRO NEGRO, AINDA NÃO DESISTI DE TI.
VENDO AS ACONTECÊNCIAS COM A FAMILIA SILVA, FICO CHEIA DE INDIGNAÇÃO. "SER OU NÃO SER?".
NÃO, A MINHA ARTE NÃO É DE NENHUM SENHOR. NÃO QUERO ME VER EM CENA SOMENTE PROVOCANDO O RISO, NÃO QUERO ME VER EM CENA COMO UM OBJETO SEXUAL, NÃO QUERO ME VER EM CENA APENAS COMO A NEGRINHA, NÃO QUERO ME VER EM CENA SENDO APENAS EMPREGADINHA. QUERO ME VER EM CENA NEGRA QUE SOU, MULHER, SER SOCIAL, ARTÍSTICO E POTENCIAL. E MEUS CONFLITOS? ESTÃO NO PREÇO DO PÃO, NA FALTA DE FEIJÃO, NA CONSTANTE VIOLAÇÃO, ESTÃO AQUI QUANDO PASSO E VEJO PESSOAS EMBAIXO DA PONTE, SIM EMBAIXO DA PONTE! NO ÔNIBUS LOTADO, NO VALOR DO XEROX NA UNIVERSIDADE E NA FALTA DE PERSONAGENS QUE ME RETRATE.
NÃO, VOCÊS NÃO VÃO ME DIZER QUE PERSONAGEM DEVO FAZER.
SER E NÃO SER
O RACISMO QUE EXISTE,
O RACISMO QUE NÃO EXISTE.
O SIM QUE É NÃO.
O NÃO QUE É SIM.
É ASSIM O BRASIL
OU NÃO? (Oliveira Silveira, cadernos negro 11)
VENDO AS ACONTECÊNCIAS COM A FAMILIA SILVA, FICO CHEIA DE INDIGNAÇÃO. "SER OU NÃO SER?".
NÃO, A MINHA ARTE NÃO É DE NENHUM SENHOR. NÃO QUERO ME VER EM CENA SOMENTE PROVOCANDO O RISO, NÃO QUERO ME VER EM CENA COMO UM OBJETO SEXUAL, NÃO QUERO ME VER EM CENA APENAS COMO A NEGRINHA, NÃO QUERO ME VER EM CENA SENDO APENAS EMPREGADINHA. QUERO ME VER EM CENA NEGRA QUE SOU, MULHER, SER SOCIAL, ARTÍSTICO E POTENCIAL. E MEUS CONFLITOS? ESTÃO NO PREÇO DO PÃO, NA FALTA DE FEIJÃO, NA CONSTANTE VIOLAÇÃO, ESTÃO AQUI QUANDO PASSO E VEJO PESSOAS EMBAIXO DA PONTE, SIM EMBAIXO DA PONTE! NO ÔNIBUS LOTADO, NO VALOR DO XEROX NA UNIVERSIDADE E NA FALTA DE PERSONAGENS QUE ME RETRATE.
NÃO, VOCÊS NÃO VÃO ME DIZER QUE PERSONAGEM DEVO FAZER.
SER E NÃO SER
O RACISMO QUE EXISTE,
O RACISMO QUE NÃO EXISTE.
O SIM QUE É NÃO.
O NÃO QUE É SIM.
É ASSIM O BRASIL
OU NÃO? (Oliveira Silveira, cadernos negro 11)
Palavras
Dia desses me peguei pedindo desculpas, muitas desculpas...Me senti tão mal, pensei quem inventou esse negócio de desculpa? Me remeti diretamente a uma época escravocrata, onde não tinhamos o direito de cultuar nossos orixás, fazer a nossa música, viver em liberdade. A palavra desculpa nas vivências de terreiro é coisa que ainda não me deparei, pois quando as crianças fazem algo errado não são obrigadas a pedir desculpas, existe um respeito natural. Mas quem inventou essa história de respeito? "Deve ter sido os brancos donos de tudo".
26 anos, recém formada, trabalhando pra caramba, cheia de sonhos e de vontades... Sabe que a cada dia que passa desejo algo novo, e desejo novo porque vejo o presente mascarado. Desejo fazer muito, mas muito teatro! Quero ser daquelas atrizes que envelhece na cena. Sim as vezes penso em desistir, normal vida de artista não é fácil, tem que querer muito e trabalhar muito! Mas em outros dias olho ao meu redor e vejo a transformação, sim a vida de professora é bacana, mas tem um frio na barriga, um não seio o quê... que só nos palcos acontece... é na direção dele que sempre caminho
E por isso acordo todos os dias para sonhar.
26 anos, recém formada, trabalhando pra caramba, cheia de sonhos e de vontades... Sabe que a cada dia que passa desejo algo novo, e desejo novo porque vejo o presente mascarado. Desejo fazer muito, mas muito teatro! Quero ser daquelas atrizes que envelhece na cena. Sim as vezes penso em desistir, normal vida de artista não é fácil, tem que querer muito e trabalhar muito! Mas em outros dias olho ao meu redor e vejo a transformação, sim a vida de professora é bacana, mas tem um frio na barriga, um não seio o quê... que só nos palcos acontece... é na direção dele que sempre caminho
E por isso acordo todos os dias para sonhar.
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